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Sábado - 2021-11-25

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Ordem de despejo à vista

A Semana

Por António José Vilela

Numa carta, o diretor da PJ Luís Neves informa que mandou fazer obras no histórico edifício-sede de Lisboa. Por isso, quer que o presidente do Tribunal da Comarca de Lisboa, Artur Cordeiro, obedeça a um educado ultimato: o Tribunal Central de Instrução Criminal terá de sair do edifício (está num dos pisos) até 3 de janeiro de 2022. Até lá, Neves compromete-se a não rebentar paredes e janelas para não incomodar O braço de ferro do juiz Ivo Rosa tem decorrido em reuniões e missivas com a PJ e a Comarca de Lisboa. Ivo insiste em trazer todo o processo BES para o 4.º andar do edifício (ocupando até o gabinete de Carlos Alexandre), onde seria tramitado pelo magistrado judicial, três funcionários e os advogados do processo. Mesmo assim, o espaço será pequeno para um caso que terá cerca de 300 testemunhas e dezenas de advogados. A guerra continua até ao início do próximo ano As obras serão feitas com dinheiros europeus e ao abrigo do programa Poseur. Todas as janelas vão ser substituídas, serão colocados painéis solares na cobertura e haverá mudanças profundas na iluminação, nos quadros elétricos e na climatização O Tribunal Central de Instrução Criminal está de saída do edifício da PJ porque foi aprovada a fusão com o TIC de Lisboa e a instalação dos dois tribunais nos edifícios do Campus de Justiça, em Lisboa. Mas há um problema: um dos juízes colocados no Ticão, Ivo Rosa, tem feito de tudo para não sair das instalações da PJ, pois insiste em ali levar a cabo a instrução do processo BES. Até já pediu novas prateleiras para colocar o processo

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