CAMPEÃO APÓS 39 ANOS
MODALIDADES
Pavilhão João Rocha, em Lisboa Fernando Rocha, Carlos Santos e Paulo Marques ALEXANDRE REIS
O Sporting sagrou-se ontem campeão nacional pela nona vez, ao bater (86-85) o FC Porto no quinto e último jogo da final do playoff da Liga Placard. Foram 39 anos de jejum, mas o reativar da secção foi aposta ganha pelo presidente Frederico Varandas, com o treinador Luís Magalhães a juntar mais um título ao seu vasto palmarés. A decisão do clássico, na negra, foi emocionante e imprópria para cardíacos, com o fator casa a prevalecer no último quarto, pois os familiares dos jogadores leoninos, que estavam nas bancadas, não se contiveram e começaram a puxar pela equipa, enervando os dragões, que comandavam, por 85-83, a 18 segundos do final. O Sporting empatou (85-85) e uma falta, muito contestada pelos forasteiros – que reclamaram uma infração no movimento anterior – deixou Micah Downs na linha de lance livre, a 0,5 segundos do fim. O extremo norte-americano não tremeu, marcou e depois foi a festa, para desilusão dos azuis e brancos, que deixaram o pavilhão sem prestarem declarações, devido à polémica dos segundos finais. A turma da Invicta não foi à pista receber as medalhas e Nevels terá mesmo pontapeado uma ca deira que derrubou e partiu o troféu, depois do técnico Moncho já ter tido semelhante atitude em fúria com os juízes. Apesar da polémica, este foi sem dúvida o melhor dos cinco jogos entre as duas equipas, ambas a entrarem na primeira parte com altas percentagens de finalização. Os conjuntos mostraram aquilo que realmente podem valer, pelo que só a competência poderia levar ao título, num duelo equilibrado.O Sporting entrou melhor (11-6), mas o FC Porto não se atemorizou e deu a volta (20-18), mas sem aguentar o fecho do período, onde os leões foram mais esclarecidos. Depois, os dragões mostraram o poderio do seu lançamento exterior (acabaram com 63% de eficácia, com 14 triplos convertidos em 22), passando a dominar (33-25), mas o Sporting equilibrou e passou para a frente, finalizando o parcial novamente em bom nível, com resultado favorável ao intervalo (51-47). A diferença justificava-se, o Sporting tinha vantagem na percentagem de triplos (66 contra 64%) , lançamento de campo (59-58) , e da linha de lance livre (71-66%), mas a perder nos ressaltos (12-15) e a cometer menos turnovers (4-8). Com o reinício, a toada manteve-se, até que o FC Porto, carregado por Garrett Nevels (29 pontos, dos quais seis triplos), entrou com tudo no último quarto, aumentando a intensidade e os nervos. Mas o Sporting nunca desistiu e mostrou caráter, com o MVP Travante Williams (21 p, 8 a, 4 rb, 3 r, 1 dl) a ser o pêndulo da equipa. *